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Arte, cuidado, história, identidade. Produzir espumantes é um sonho cultivado há muitos anos, quando Fabiano Bergoli Zamberlan, um jovem apaixonado por vinhos, iniciou sua formação na área de enologia na cidade de Bento Gonçalves - RS, em 1992. Em seguida, continuando a busca por mais conhecimento, cursou a faculdade de Engenharia de Alimentos, e teve uma trajetória empresarial de sucesso.

 

Depois de muitos anos de estudos, viagens, pesquisa e planejamento, o sonho começou a se tornar realidade. Lapidando os anseios com inspirações diversas, que vão desde a pesquisa de registros históricos e científicos, investimento em produção para aprimoramento e busca das parcerias corretas, tudo foi se concretizando. Como ponto alto, viagens de estudos às mais famosas regiões, vinícolas e projetos internacionais, como Champagne na França, deu a certeza de que o rumo estava correto.

 

Hoje, "Máscara de Ferro" surge no Vale dos Vinhedos, uma das mais promissoras regiões do mundo na elaboração de espumantes artesanais, em diferentes linhas e estágios de maturação. Uma memória às antigas técnicas de elaboração que obrigavam os trabalhadores a se protegerem com máscaras, evitando acidentes. Um convite aos novos tempos, em que a "máscara" caia e os apaixonados por espumantes descubram diferentes segredos, aromas e emoções.

A Máscara

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Aliar passado e presente, histórias, fantasias, imaginário. As antigas caves, o contraluz, a obscuridade, mistério. O conceito da marca tem origem nos estágios iniciais da história dos espumantes.

 

Na Idade Média, as bebidas da região de Champagne eram produzidas com um elevado teor de açúcar residual (açúcares naturais da uva que não são completamente consumidos durante a fermentação). Tudo era empírico, tudo era suposição, pouco se entendia sobre a mística envolvida no surgimento das intrigantes borbulhas.

 

Na Região de Champagne, norte da França, as safras aconteciam e julgava-se que os vinhos, ao parar de borbulhar, estariam prontos. Era início do outono. Assim, eram engarrafados e colocados nas frias caves, para repouso e posterior consumo.

 

No entanto, no chegar da primavera e então do verão e as consequentes elevações de temperatura, as garrafas começavam a explodir. A lógica da fermentação, que foi esclarecida apenas entre 1850 e 1860 por Louis Pasteur e a descoberta das leveduras, fazia com que grandes perdas e acidentes acontecessem. Na realidade, os vinhos voltavam a fermentar, ainda dentro das garrafas, pelo seu alto teor de açúcares, fazendo surgir gás e gerando novos sabores.

 

No entanto, as garrafas utilizadas até então eram produzidas para “vinhos tranquilos”, não tendo resistência à pressão causada pela fermentação na garrafa que leva à produção de gás carbônico (CO2). Uma nova clientela passava a demandar este misterioso vinho com borbulhas.

 

A produção de gás fazia então com que boa parte destas garrafas estourassem, criando altos riscos de lesões.  O monge beneditino Pierre Pérignon (mais conhecido como Dom Pérignon), foi um dos responsáveis em aprimorar o processo, entendendo que eram necessárias garrafas mais fortes e resistentes. Porém, até a utilização destas garrafas mais resistentes, os  produtores precisavam usar máscaras de ferro para se protegerem dos estilhaços das garrafas. Desde então, tais fatos passaram a fazer parte do romantismo de uma época medieval, com muitas histórias e narrativas, inspirando a criação da nossa marca - Máscara de Ferro.

A História